Sabe aquele momento em que você se sente meio único, sozinho, meio que sempre na contramão, nadando contra a corrente? Por pensar em desacordo com o tal do "senso comum", o ób

vio, o que se convencionou chamar de "normal"...
Fico pensando às vezes quantas vezes às pessoas são levadas a pensar ou agir de maneira diferente do que gostaria por causa de outros. Por conta de ser mais fácil, por conta de não ter que ficar se explicando a toda hora... A todo momento na vida temos que tomar decisões, fazer escolhas... quantas delas nos permitimos decidir do fundo da alma, da forma como realmente pensamos e queremos? Ou é uma escolha profissional, ou a forma como cuidar ou educar os seus filhos, ou escolhas sobre o que fazer com o seu dinheiro, com o seu tempo livre, com a sua vida... Por muitas vezes percebo que as pessoas não entendem os que pensam diferentes, e, de maneira consciente ou não, censuram, julgam, rotulam e ainda - por muitas vezes - tentam vender as suas próprias "escolhas" como as melhores, as "corretas", as "mais adequadas"... algumas pessoas que conheci ao longo da minha caminhada romperam com o "normal" em respeito aos seus próprios sonhos... mudanças tardias (tardias para o ponto de vista "normal", que fique claro) de carreira, outras escolhas firmes porém questionadas por muitos ao seu redor... admiro essas pessoas, pela coragem, determinação e dedicação aos seus próprios sonhos, à sua essência...
Eu particularmente acho que deve ser muito chato fazer tudo certinho, sempre da maneira como esperam de nós, sempre a favor da corrente... acho que sou um pouco daqueles que prefere transgredir, experimentar, inventar... e muitas vezes me decepciono com as reações das pessoas a respeito dos atos das outras... as pessoas são tão diferentes, tão únicas, porque o que serve para uns tantos tem que necessariamente ser o correto para todos? Não faz o menor sentido... E isso acaba me remetendo a um filme que vi já há algum tempo,
Into The Wild (
Na natureza selvagem, como foi traduzido), que conta a estória real de um rapaz que deseja romper com tudo, sentir-se em sua própria essência, isolar-se de tudo e de todos, e vai... o filme é - na minha opinião - de uma sensibilidade enorme, a trilha sonora excelente (cantada por Eddie Vedder, do Pearl Jam) que me chamou muito a atenção... acho que muitos dentre nós devem se deixar levar, sem perceber, pela corrente, pelo senso comum e deixa adormecido o que se tem de mais puro e verdadeiro. Sentimentos que podem muitas vezes não serem bonitos de serem mostrados ou admitidos, mas que são nossos... obviamente que existem coisas que não podemos fazer ou mostrar, afinal de contas vivemos em sociedade, temos regras a serem seguidas, é óbvio. Mas esse encontro com nossa própria essência, descobrir verdadeiramente o que somos, o que nos serve, o que é nosso e o que não é, acho que pode ser uma experiência ímpar, tremendamente enriquecedora e que pode trazer um aprendizado tremendo... e acho que nunca é tarde para se conhecer, para se entender... resta a cada um fazer essa escolha, escolher seu próprio caminho , suas ferramentas, tomar coragem e... deixar-se levar, nem que seja por instantes, para ver onde iria...
Enfim, era mais ou menos isso que andava rondando minha cabeça, e queria colocar por aqui, dividir com outros e comigo mesmo... como sempre, escrever aqui me faz pensar...
"Quem pensa por si mesmo é livre,
E ser livre é coisa muito séria" - Renato Russo